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Olá meus amores!!! Há três semanas comecei a fazer o Jejum Intermitente como estratégia no processo de desintoxicação. Muitas pessoas me questionavam no Blog e como eu desconhecia os benefícios, nunca fiz nenhum tipo de indicação. Sobre aquilo que não sei, prefiro sempre não opinar. E quem me acompanha sabe, eu sou muito crítica e receosa quando algumas “modas” na dieta se destacam.

Hoje tenho muita consciência sobre saúde e alimentação. Busco, logicamente melhora física, mas com a percepção de ser a consequência de somas positivas. Após participar do  Whorkshop em São Paulo de Raw Fitness das Musas Taty Alencar e a Vivi Arruda, pela primeira vez consegui ter uma melhor avaliação sobre o Jejum Intermitente.

Primeiramente, olhando sobre a forma que estava me alimentando, vi que estava comendo além de minhas necessidades. E de fato, nosso organismo precisa de um tempo sem estar “focado na digestão”, para realizar as demais funções.O Dr. Carlos vai explicar com muito mais propriedade sobre os mecanismos químicos!

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Confesso que inicialmente foi muito difícil, pois eu tenho fome de manhã. Pelo meu auto desafio, consegui seguir o protocolo certinho. Lógico, que em alguns dias, eu tomei café da manhã e me permiti (tudo sem nóia, viu !?).

Pelo contrário que muitas pessoas pensam, o Jejum Intermitente pode auxiliar muito no ganho de massa muscular e na perda de gordura e não senti nenhum tipo de fome descontrolada depois. Ressalto, para que seja de fato estratégico, faça com acompanhamento de um profissional qualificado! Até porque, não é todo mundo que poderá fazer.

O que eu senti com minha experiência !?  Autocontrole sobre minha fome, o que foi libertador para mim, que tenho uma tendência a ser comilona. Também optei por escolhas saudáveis em todo o meu dia.

Por todos os pedidos recebidos com duvidas sobre o Jejum Intermitente, pedi ao Dr. Carlos Teotônio, Nutrólogo e Vegano, esclarecer algumas dúvidas!

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JEJUM INTERMITENTE E EMAGRECIMENTO

Dr. Carlos Teotônio

A dieta do jejum intermitente é uma excelente estratégia quando se trata de perda de peso. Embora muito tabu gire em torno do jejum, essa prática é segura e eficaz, sendo seguida há mais de cinco mil anos em várias culturas e religiões.

O objetivo do jejum intermitente se baseia na manutenção dos níveis de insulina no seu valor basal, ou seja, evitar os “picos de insulina”. O jejum intermitente se vale de reações químicas normais que ocorrem no corpo durante os períodos de jejum. Após uma refeição, é natural que a concentração de glicose se eleve na corrente sanguínea. Desse modo, será preciso que o pâncreas libere o hormônio insulina para fazer o transporte dessa glicose para as células do nosso corpo. A elevação da insulina promove a entrada da glicose para fornecer energia às células e o acúmulo de glicose na forma de glicogênio em nossos músculos e fígado. Além disso a insulina muito elevada gera todo um mecanismo de anabolismo (construção, depósito), fazendo com que os triglicerídeos se acumulem no nosso tecido adiposo (gordura).

No período de jejum (de noite enquanto dormimos naturalmente, por exemplo), o hormônio glucagon se eleva, a insulina diminui e ocorrem os fenômenos catabólicos (de quebra): é o que chamamos de glicogenólise (quebra da reserva de glicogênio para produzir energia nos músculos e fígado e levar para as demais células) e gliconeogênese (ocorre apenas no fígado e consiste na formação de glicose a partir de aminoácidos). Ocorre também a quebra das gorduras no tecido adiposo. O glucagon e a insulina são hormônios antagonistas, ou seja, quando a insulina está alta, o glucagon está baixo. A elevação do glucagon também é associada com a elevação do GH – o hormônio do crescimento, responsável pelo reparo de nossos tecidos e por diminuir os processos inflamatórios. O estado alimentado suprime o glucagon e o GH, elevando a insulina.

Não existe perigo de quebra da proteína muscular para fornecimento de energia, isso somente ocorreria do quinto dia em diante de jejum (coisa que ninguém faria – já no segundo/terceiro dia de jejum a energia provém somente da quebra da gordura, gerando um estado de cetoacidose, que seria bem prejudicial ao nosso organismo).

 Claro que é preciso sempre – fazendo jejum intermitente ou não – evitar refeições ricas em gordura e proteína animal, pois já se está comprovado que elas elevam demasiadamente a insulina, aumentando o acúmulo de triglicerídeos em nosso tecido gorduroso, o que está associado a inflamações crônicas: diabetes, obesidade, infarto e câncer por exemplo.

NUTROLOGIA

COMO FAZER ?

Uma estratégia de emagrecimento por jejum intermitente seria: para homens, fazer jejum de dezesseis horas e se alimentar por oito horas (dormir às 22h e só comer a partir das 14h por exemplo). Para mulheres seria um jejum de catorze horas e uma janela de alimentação de dez horas (dormir às 22h e se alimentar a partir das 12h). As refeições no período de alimentação podem manter as calorias usuais, mas devem prezar por alimentos com baixo/moderado índice glicêmico. A prática de exercícios durante o período do jejum se mostrou benéfica e potencializadora dos resultados de quebra de gordura e aumento de massa magra no período seguinte de repouso muscular. A prática regular do jejum intermitente associada ao consumo de carboidratos de baixo índice glicêmico e da diminuição da ingestão de gordura/proteína animal, gera uma manutenção dos níveis basais de insulina, menos fome, menor resistência a insulina, maior perda da gordura visceral, maior ganho de massa magra.

Além disso, a prática eventual do jejum intermitente equilibraria também os níveis de grelina (hormônio da fome) e leptina (hormônio que controla a ingestão de alimentos e saciedade).

IMPORTANTE !!!

Gestantes, lactantes, crianças, idosos, diabéticos e pessoas com processos infecciosos não deveriam aderir ao jejum intermitente para não haver complicações. Esses indivíduos tendem a ter certas peculiaridades no metabolismo, o que pode tornar delicada a prática do jejum intermitente.

A prática do jejum intermitente deve ser seguida por nutricionista e médico especializado, pois é importante que se avaliem as dosagens de hormônios no sangue para saber se a pessoa está conduzindo de forma saudável o jejum. A prática eventual equilibrada não traz problemas. Atingido o peso ideal, o jejum seria realizado com uma frequência menor.

 

Dr. Carlos Teotôni @drcarlosteotonio é Nutrólogo Vegano

Plant-based Nutrition em T. Colin Campbell CNS 

 

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Pri Kondo

Eu sou a Pri! Sou praticante de musculação há mais de 15 anos e minha história com esportes começou quando troquei as tardes de TV por atividades físicas variadas, já fiz capoeira, dança (das mais variadas) e atualmente sou apaixonada por pole dance. Por incrível que pareça, amo puxar um ferrinho ! Na minha trajetória, já passei por milhares de dietas...até que me dar conta, que a base da melhor alimentação está no equilíbrio mente, corpo e espírito! Meu processo de aprendizado me levou à consciência de que sou responsável em cuidar da nossa casa, nada mais que a Terra. A consequência desse processo foi a diminuição gradual do consumo de produtos de origem animal ! Assim como vocês estou no processo de aprendizado :) !

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